Quarta-feira, 10.02.10

 

 

 

Foi ontem a antestreia da peça “Elizabeth e as Águas Verdes do Pacífico” no Instituto Franco-Português. Só hoje respiro mais fundo. Só agora, depois do stress e da adrenalina consigo dizer umas palavras sobre esta peça e o meu papel nela.
 
Tudo partiu de um honroso convite da nova companhia Royal Teatro Livre por iniciativa da minha querida amiga e actriz Maria Eduarda Dias, que acreditou que eu seria capaz de pegar no texto do autor francês Philippe Minyana e escrever esta peça. Uma peça de um puzzle de duas peças que se entrelaçam e completam. O desafio foi criar as pontes entre a personagem da mãe (Debora) que existia apenas na voz da filha (Elizabeth) e dar-lhe o corpo, a existência que faltava. São os sonhos e ambições (falhadas) na vida na mãe e os sonhos e ambições da filha o que as une. É o desejo se ser algo mais do que aquilo que se é, é a liberdade e necessidade de evasão que atravessa as suas vidas, que se cruzam anseios e frustrações, e que no fundo acabam por ser o espelho uma da outra. E foram estas hiperligações de sentimentos e esperanças que me pediram que encaixasse, que desse coesão na linguagem e na abordagem e que no final o ciclo se completasse.  Não sei se o consegui na plenitude, espero que tenham a curiosidade de assistir à peça e a ousadia de me transmitirem a vosso percepção. Seja ela qual for.  
 
Esta foi a minha primeira experiência de escrita mais densa e mais a sério para teatro. Fiquei com o bichinho da escrita para palco e com vontade de voltar a ele rapidamente. O teatro tem uma amplitude mágica que não tem equivalente em mais nenhuma arte. Se pensarmos bem aquilo que agora se começa fazer em cinema, a grande moda dos filmes em 3D, não é mais do que aquilo que no teatro já se faz há centenas e centenas de anos. Ah, pois é.
 
Para terminar, tenho de deixar aqui os meus parabéns e agradecimentos à encenadora Luísa Ortigoso que fez um trabalho maravilhoso e que ajudou a Maria a encontrar a voz da Debora dentro de si.  
 
E claro, louvar a Maria Eduarda Dias pelo seu magnífico trabalho, pelo(s)  desempenho(s) brilhante(s), pela forma como valorizou, acrescentou e deu vida às palavras que apenas pus no papel.  E sobretudo acarinhá-la pela coragem e pela força para carregar com estas duas mulheres às costas nos últimos tempos. A avaliar pela monumental transfiguração da Maria (que até levou algumas pessoas a pensar que era outra actriz), carregar com o peso da Debora não pode ser tarefa fácil. 
 
 
 Elizabeth e As Águas Verdes do Pacífico

 

 

De 9 a 21 de Fevereiro / 4ª a sábado / 21h30 / Instituto Franco-Português
 
 
Ficha Artística:
 
Encenação: Luísa Ortigoso
Interpretação: Maria Eduarda Dias
Tradução e adaptação: Maria Eduarda Dias
Autores: Philippe Minyana e Nuno Gervásio
Desenho de Luz: Vasco Letria
Figurinos: Ana Brum
Produção: Royal Teatro Livre
 
Dia 11 de Fevereiro, 10% das receitas revertem a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro
Dia 13 de Fevereiro, 10% das receitas revertem a favor da Associação Amigas do Peito
Dia 20 de Fevereiro, 10% das receitas revertem a favor da Aministia Internacional - Direitos das Mulheres.
 


Gervásio às 16:33 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Quinta-feira, 04.02.10

 

 

 O Instituto Franco-Português e a Royal Teatro Livre Apresentam:

 

 

 

 

 Em estreia absoluta.

 

Elizabeth e As Águas Verdes do Pacífico é a junção de dois monólogos que se completam, de Philippe Minyana e Nuno Gervásio. É a palavra em fusão, um emaranhado de questões existenciais subtis, escondidas na futilidade das histórias contadas, numa urgência extremamente forte, quase vital.

 

Um grande papel para as pequenas vidas destas personagens. Confundem, sem se questionar, o que elas são e o que as rodeia. Os sonhos são simples. Elizabeth sonha com a coroa de Miss. Estes objectivos são o seu único álibi existencial. A Mãe perdeu a capacidade de sonhar.

 

E então, a palavra é cortada, como se apaga uma luz. Nada se resolve, nada se conclui verdadeiramente. Porque, no fundo, já não há solução. Restará a esperança e os sonhos.

É sobre a vida humana, como matéria-prima do teatro, que queremos falar. Acreditamos que o teatro tem um papel fundamental na criação de opiniões e consciência, e isso é possível se o público se reconhecer no que se passa em cena. E estas duas personagens são parte de nós, são família, são vizinhas.

 

Duas mulheres lutam contra o conformismo. Tipicamente portuguesas, nascidas sob o fatalismo que assombra esta cultura, representam duas realidades distintas: a da Mãe, que, em tempos, sonhou, e cuja vida oca está longe de se parecer com os artigos das revistas côr-de-rosa que ela lê e analisa; e a da Elizabeth, que arquitecta planos no seu quarto para poder evadir-se. Por um lado, o conformismo e a resignação, e pelo outro a esperança de uma existência melhor, longe, nas águas verdes do Pacífico. Enquanto a Mãe já não espera que nada mude, a Elizabeth traz em si um laivo de frescura que nos faz desejar que todos os seus projectos se concretizem.

Duas histórias humanas, reais, que se completam. Um retrato fiel de uma sociedade, de duas gerações. Uma luta contra o “deixar-se estar”, uma ode aos sonhos e à esperança. É a palavra das pessoas, a sua crueza, exposição e nudez, em toda a força e violência que o real impõe, que queremos partilhar.

 
De 9 a 21 de fevereiro / 4ª a sábado / 21h30 / Instituto Franco-Português

 
Ficha Artística:

 

Encenação: Luísa Ortigoso


Interpretação: Maria Eduarda Dias

 

Tradução e adaptação: Maria Eduarda Dias

 

Autores: Philippe Minyana e Nuno Gervásio

 

Desenho de Luz: Vasco Letria

 

Figurinos: Ana Brum

 

Produção: Royal Teatro Livre


 
Apoio Instituto Franco-Português, Centro Nacional de Cultura

 



Gervásio às 14:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 30.10.09


A imagem da nossa classe política vai de mal a pior, já era tempo de aparecer um programa de televisão para descobrir novos talentos da política. Os Ídolos... Políticos!  Apresentado pela Serenella Andrade e o Mendes Bota. Tinha tudo para ser um sucesso de audiências. Parece que até estou a ver um mega casting nacional para encontrar as novas vozes da democracia.


Júri 1: Como é que te chamas?

Ídolo: Jorge.

Júri 2: Só Jorge? Conheces algum político que só tenha um nome?

Ídolo:
Não...

Júri 3: Vens para aqui dar música ao pessoal, Jorge? Pensas que és a Madonna ou o Prince?

Ídolo: Não. Desculpem, é que eu estou muito nervoso. O meu nome é Jorge Ferreira Morais e Silva.

Júri 1: É pá,  tinhas só um nome e agora pimba espetas-nos com três apelidos, ainda com direito a um “e” pelo meio, hem? És o maior ó Jorge, se calhar voto já em ti.

Júri 2: E o que é que nos vais mostrar, Jorge Ferreira Morais e Silva?

Ídolo: Estava a pensar fazer a declaração do Sua Excelência o Presidente da República em 29 de Setembro de 2009.

Júri 3: Então Força.

Ídolo:
Boa noite. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante. E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.

Júri 3: Pára, pára, pára. Não sabes nada em português?

Ídolo: Posso tentar o discurso de vitória de José Sócrates nas últimas Legislativas.

Júri 2: É pá, esse já ouvimos hoje algumas 50 vezes. Não tens outro reportório?

Júri 1: Achei-te muito mortiço, pá. Sabes fazer alguma coisa mais empolgante, com mais ritmo, mais mexida?

Ídolo: Posso tentar um comício do Alberto João Jardim.

Júri 2: E se for o João jardim no Carnaval?

Ídolo: Não vinha preparado pra isso. Se eu soubesse tinha trazido as serpentinas e o apito.

Júri 3: Então gostava de ver outro registo. Discursos de derrota, sabes algum? Sabes aquele do pântano do Guterres?

Ídolo: Não, só sei o da Dra. Manuela Ferreira Leite nas Autárquicas. Não sei se é se bem de derrota ou bem de vitória.

Júri 1: Olhem-me agora este, parece o primo do Tino de Rans a falar ao país e quer fazer a Ferreira Leite. És primo do Tino de Rans, Jorge?

Ídolo: Não. Sou sobrinho em terceiro grau do Isaltino Morais.

Júri 2: Ui, não me digas que és taxista.

Júri: Não, sou serralheiro metalomecânico mas o meu sonho desde pequeno sempre foi entrar para a política. Prontos, acho que nasci pra isto.

Júri 1: Ó Jorge e vens para aqui sem gravata. Que ideia foi essa pá, és do Bloco?

Ídolo: Não, pensei que se viesse assim seria mais fashion.

Júri 2: Mais fashion? Essa é boa. Se queres ser um político mais fashion ganhas eleições e depois arranjas uma primeira-dama como a do Sarkozy. Estamos entendidos?

Ídolo: Sim. Gostava de tentar o Paulo Portas numa feira. Prometo que vou dar o meu melhor.

Júri 3: Ai agora é que te lembraste das promessas? Agora já vais tarde.

Ídolo: Vá lá, posso fazer só uma intervenção pequenina pequenina do Dr. Francisco Sá Carneiro?

Júri 1: É pá, não. Não dás pra isto.

Júri 2:  Tás no concurso errado, pá. Dedica-te à música pode ser que tenhas mais jeito.

Júri 3: A boa notícia é que por mim também tás chumbado, podes ir embora. A má notícia é que se fores como o Santana Lopes, esta não será a última vez que vamos ouvir falar de ti.



Gervásio às 14:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 24.09.09

 

A um dia do final da campanha eleitoral, e após uma longa e exaustiva investigação, estamos em condições de revelar alguns segredos dos principais candidatos nestas Legislativas. Estas revelações surpreendentes podem não mudar o seu sentido de voto mas com certeza o farão mudar de sentido quando se cruzar com um deles na rua.
 
 
José Socrates 
 
 
José Sócrates inscreveu-se num workshop de sushi mas faltava muito às aulas e pedia as receitas aos colegas. Numa ocasião, um deles até teve de preparar o sashimi por ele.
 
Recentemente José Sócrates adquiriu em leilão um espelho de corpo inteiro que pertencia a José Mourinho.
 
 
Manuela Ferreira Leite
 
 
Manuela Ferreira Leite usa a mesma marca de laca de Manuela Ramalho Eanes. Laca essa que já não se fabrica desde 1986.
  
Num concurso interno realizado pelo Correio da Manhã, a líder do PSD foi considerada a Portuguesa Menos Sexy tendo ultrapassado todas as mulheres dos quadros da Paula Rego. Ganhou ex aequo com a própria Paula Rego.
 
 
Francisco Louçã
 
 
O jogo preferido de Francisco Louçã é o Monopólio. Gosta sobretudo de investir em hotéis na Rua Augusta e no Rossio e quando compra a companhia das Águas e da Electricidade nunca tenta nacionalizá-las.
 
Francisco Louçã uma vez foi ao “casamento” entre um travesti e uma hermafrodita. Sabe-se que usou gravata e não quis comemorar com um charro, tendo preferido abrir uma garrafa de champanhe - apesar da rolha ser da corticeira do Amorim.
 
 
Paulo Portas
  
Paulo Portas apenas por duas vezes fez compras numa feira e foi aos ciganos. Comprou um pullover Lowcoste e uns sapatos vela TimTimberland.
 
Quando vai ao solário o líder do CDS/PP gosta de ouvir o álbum “Yellow Submarine”. Também em casa tem um exemplar ainda em vinil e está a pensar branqueá-lo.
 
 
Jerónimo de Sousa
 
 
O Secretário Geral do PCP era um noctívago inveterado e adorava a Capital. Uma vez foi barrado à porta por querer entrar com uma foice e um martelo.
 
A conselho do médico, Jerónimo de Sousa come meia torrada com pouca manteiga ao pequeno-almoço. Criancinhas deixavam-no com azia.     
 
 
 


Gervásio às 11:55 | link do post | comentar

Segunda-feira, 14.09.09

 

 

Finalmente lanço o Very Light!
 
Pois é, depois alguns adiamentos e atrasos inesperados fico feliz por poder finalmente anunciar que este meu Literatura Vey Light vai finalmente ver a luz do dia - bom, alguns exemplares estarão à venda em livrarias mais sombrias e empoeiradas, por favor adquiram-nos também lá para que estes vejam efectivamente a luz do dia.
 
Pode não parecer à primeira vista mas este é um livro feito com muito humor e carinho. Espero que com bem mais do primeiro. É um compêndio com mais de meia centena de textos, dividido por partes e em categorias (em falta de categoria, dirão alguns), onde exponho sem pudores as minhas teorias mais rebuscadas, onde exorcizo alguns demónios de (saias), onde escorro ódios de estimação, paixões, observações,  onde procuro dar resposta a algumas das mais inquietantes dúvidas da humanidade ("Haverá vida inteligente noutros planetas? E Neste?") e onde demonstro com clarividência que entendo muito mais de sexo que o homem comum (por  homem comum entenda-se, por exemplo, o sr. António do café onde eu vou que usa um bigode cheio de sopa, tem uma marreca e não sabe o que são desodorizantes ).
 
Criei este blog há já algum tempo (com a inestimável ajuda do Sapo) no intuito de divulgar o livro, a agenda de promoção e também com o objectivo de actualizar diariamente o que irá acontecendo com a obra e já agora comigo (espero ter boas e humilhantes histórias para partilhar). O blog vai assim começar a cumprir o seu objectivo primordial. Podem também acompanhar as futuras novidades (ao segundo) através do meu Twitter.  
 
Deixo-vos com o press release provisório para saberem um pouco mais sobre este Very Light que promete vir a ser, como o próprio título indica, um acontecimento explosivo na vossa vida. Quem já o leu disse-me - depois de eu lhe pagar - que de tanto rir, até se lhe rebentou o saco das lágrimas.

 

 

 

 

 

 

A Cherry Entertainment convida-o a pasmar-se com este livro tão inteligente como hilariante que vai obrigá-lo a rir do início ao fim.

 

Depois de Leituras de Casa de Banho e Give’ em Five!, Nuno Gervásio lança o seu terceiro livro, Literatura Very Light. Este é um autêntico manual de humor contagiante e uma viagem divertidíssima ao imaginário do autor. Nuno Gervásio Oferece-nos de bandeja temas tão díspares e prazerosos como sexo, alcunhas carinhosas, despedidas de solteiro, pastilhas elásticas e saldos, Soraia Chaves e lavandarias, ou toda uma série de teorias sobre os assuntos mais improváveis e hilariantes. Um livro bem escrito, bem pensado, cuja leitura o obrigará a ficar de sorriso permanente. Ou como lhe dirá qualquer economista bem informado, Literatura Very Light é uma excelente forma de esquecer de vez a crise!

 

 

 

 

 



Gervásio às 02:12 | link do post | comentar

Sábado, 29.08.09

 

 

Você sabia que...

  

 

As tábuas que Deus deixou a Moisés continham 11 Mandamentos. O 11º foi rasurado e dizia: “Não ligarás aos outros Mandamentos. Estava só a gozar”.

 
 

Para o alpinista João Garcia é mais fácil escalar o Everest do que escalar um robalo.

 
 

O futebolista mas alto do mundo mede cerca de dois Saviolas e meio.

 
 

114% dos restaurantes portugueses têm pelo menos um empregado brasileiro.

 
 

Especialistas garantem que é possível matar dois coelhos com uma cajadada mas acrescentam que será mais fácil se utilizar uma caçadeira.

 
 

O peixe-gato não tem época de cio.

 
 

Em cada 10 pessoas 2 não se apercebem de um sismo de grande magnitude por estarem a copular.

 
 

Cientistas afirmam que há 87,65% de probabilidades de haver um buraco negro dentro da cabeça da Carolina Patrocínio.

 
 

Apenas 23% da população mundial tem sonhos em HD.

 
 

Se um ciclista soltar um gás a mais de 60 km/h, o ciclista que o precede fica em vantagem se aproveitar o cone de ar para a ultrapassagem.

 
 

É impossível fazer vudu a um faquir.

 
 

Em cada 5 mulheres albanesas, 2 usam bigode.

 
 

Um estudo recente vem dizer que 8 em cada 9 actrizes de filmes porno têm cromossomas XXX enquanto 79% dos actores porno têm cromossomas XL.

 



Gervásio às 19:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Este blog está a sair da recessão técnica. Mais desenvolvimento para breve.

 

 

 



Gervásio às 19:05 | link do post | comentar

Quinta-feira, 16.07.09

 

Apesar de haver quem considere que os inquéritos de Verão são a principal razão para se chamar silly season a esta época do ano, eu adoro-os. Admiro sobretudo a competência dos jornais e revistas cor-de-rosa em conseguir com que figuras públicas respondam a perguntas disparatadas. Quero aqui lembrar duas em particular que se atravessam constantemente na minha memória e que, lamentavelmente, estão a cair em desuso.   
 
Pergunta 1: Que livros levaria para uma ilha deserta? 
 
Chamem-me fútil se quiserem, no entanto, se por uma série de acasos infelizes tivesse o azar de ir parar a uma ilha deserta, estaria sobretudo interessado em não morrer. Peço que não me levem a mal mas perante uma situação de catástrofe pessoal, a literatura não estaria entre as minhas prioridades imediatas. Não sei como é com os outros mas, a luta pela sobrevivência, a mim, retira-me um pouco a concentração na leitura. Custa-me até, entrar na linha de pensamento, “Bom, não há água potável, alimentos, estou exposto a toda a espécie de doenças, ainda bem que trouxe comigo o Guerra e Paz, o Cem Anos de Solidão e a Madame Bovary”. Quanto muito, gostaria de ter comigo um livro que o meu pai comprou aqui há uns anos nas Selecções do Reader’s Digest, “Como Fazer Quase Tudo”. É uma espécie de Manual do MacGyver para iniciados, com mais de 1000 soluções para problemas práticos. Foi com ele que aprendi gamão, como fazer panquecas e dar nós de gravata. Com certeza haverá lá dicas que me afastariam dos pensamentos suicidas.    
 
Pergunta 2: Com que figura histórica gostaria de jantar? 
 
Ninguém se furta a responder a esta. Mesmo sabendo-se que apontar uma figura histórica que já tenha falecido será apenas, estúpido. Quanto muito, eu seria capaz de escolher uma celebridade que tenha morrido há meia dúzia de minutos. Todavia, não creio que a refeição me caísse lá muito bem.  
Os mais alarves, escolhem a Madre Teresa da Calcutá. Na expectativa de que ela esteja a jejuar e sobre mais comida. Uma percentagem ligeiramente maior, responde o Bill Gates. A esperança é que ele pague o jantar. Agora, seguramente, mais de três quartos dos inquiridos respondem Jesus Cristo – pode não ser bem assim mas dá-me jeito.  
 
Mesmo recorrendo a um rebuscado e complexo exercício de suspensão da realidade, não sei que tipo de jantar é que estão à espera de ter com Jesus. Não me sentiria lá muito confortável a estimular diálogos com frase do género, “Jesus, passe-me o galheteiro, sefáxavôr”, “Senhor, vai umas azeitonas?”. 
 
Então, qual é  que será a grande motivação? Ver o Filho de Deus a usar faca e garfo? Saber se ele fala com a boca cheia? Não creio que a fé  de alguém possa voltar a ser a mesma depois de ouvir o Messias dizer ao empregado de mesa, “Olhe, traga-me um bom cozido à portuguesa que a minha última refeição foi há mais de 2000 anos e estou esganado com fome!”. 
 
Só posso compreender a escolha de Jesus Cristo para jantar com o desejo de se tirar a limpo algumas das histórias contadas na Bíblia. Desenganem-se, o mais certo seria Jesus assumir uma postura idêntica à dos políticos e dirigentes desportivos. 
 
- Ainda que mal Lhe pergunte, é verdade que caminhou sobre as águas?
- Não confirmo nem desminto.
- E aquela cena de ressuscitar e subir aos céus?
- Sobre isso, remeto-o para a leitura dos evangelhos. Nada mais tenho a acrescentar.
- Andam por aí  a dizer que era casado com a Maria Madalena, é verdade?
- Não falo sobre a minha vida pessoal.
- Quem comer deste pão e beber deste vinho viverá para sempre?
- Nesta fase do processo de inquirição não vou fazer mais comentários sobre o assunto.
- Senhor, esta farinheira é ou não é divinal?
 
 
 


Gervásio às 16:18 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sábado, 04.07.09

 

Hoje podem ler um post meu neste incontornável blog de música: Xuke Box
 
Quero aqui deixar um obrigado do fundo dos meus aurículos e dos meus ventrículos ao convite proposto pelo mestre musical R2D2 (e Companhia) para escolher uma música que me diga algo e escrever um post sobre ela. Não sei se eles já se arrependerem de me ter desafiado mas agora é demasiado tarde. O resultado foi este aqui.
 
 
 
 


Gervásio às 19:16 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.06.09

 

 

Você sabia que... a Internet é um mundo de informação desnecessária? Claro que sabia. Devem ter-lhe reencaminhado um email com esta frase já esta semana. Todos os dias nos chegam exemplos desses à caixa de correio electrónico. Para além de brochuras sobre aumento de pénis, fotografias de placas com erros ortográficos (antes e depois do Acordo), vídeos com indivíduos a cair de motorizadas, há todo um conjunto de curiosidades e factos que parecem muito relevantes para a vida das pessoas se a vida das pessoas fosse jogar Trivial Pursuit. Não há quem ande na internet e não saiba que o orgasmo do porco dura 30 minutos. Ou que anualmente mais ou menos 100 pessoas morrem engasgadas com tampas de caneta no mundo. Algumas são Bic.

 

Não sou menos que os outros portanto também me acho no direito de criar os meus próprios factos e estudos científicos. Vai daí deu-me para inventar novas curiosidades. Espero que possam ser úteis - para enviar pela net aos vosso amigos, quando não vos apetecer estar a trabalhar. Vamos a elas.


 

Você sabia que...



Uma barata consegue sobreviver a um ataque nuclear mas não a uma valente pisadela.


O Italiano Maximo Pezzo esteve 18 dias a bater palmas sem parar. No entanto não fracturou nenhum osso nem foi convidado para figurante nas "Tardes da Júlia".


A maior carapaça de tartaruga alguma vez encontrada é do tamanho de um T2 em Tóquio.


O ouvido humano resiste a poluição sonora até 140 decibéis. Ou uma Céline Dion.

 

É impossível para qualquer jogador brasileiro de futebol pronunciar correctamente a palavra "Sporting".


Todas as pessoas que não têm braço direito são  automaticamente canhotas.

 

As mulheres usam a enxaqueca como forma de evitar a queca.


O único método realmente eficaz de conseguir parar com soluços é falecendo.


Apesar de ter das mandíbulas mais fortes do reino animal, o crocodilo não consegue mascar pastilhas elásticas e fazer bolas.

 

98% das árvores não conseguem ter orgasmos múltiplos.


O olho humano masculino consegue detectar gajas boas a distâncias superiores a 53 metros. Mesmo o que sofre de miopia.


A pessoa mais sardenta do mundo é a irlandesa Marie Jane Haggins com 13.462.748 sardas. Não se sabe o nome da pessoa que as contou.


A Terra era um planeta com condições ideias para a existência de vida inteligente. Infelizmente não aconteceu.

 

 






Gervásio às 00:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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