Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

 

 

 O Instituto Franco-Português e a Royal Teatro Livre Apresentam:

 

 

 

 

 Em estreia absoluta.

 

Elizabeth e As Águas Verdes do Pacífico é a junção de dois monólogos que se completam, de Philippe Minyana e Nuno Gervásio. É a palavra em fusão, um emaranhado de questões existenciais subtis, escondidas na futilidade das histórias contadas, numa urgência extremamente forte, quase vital.

 

Um grande papel para as pequenas vidas destas personagens. Confundem, sem se questionar, o que elas são e o que as rodeia. Os sonhos são simples. Elizabeth sonha com a coroa de Miss. Estes objectivos são o seu único álibi existencial. A Mãe perdeu a capacidade de sonhar.

 

E então, a palavra é cortada, como se apaga uma luz. Nada se resolve, nada se conclui verdadeiramente. Porque, no fundo, já não há solução. Restará a esperança e os sonhos.

É sobre a vida humana, como matéria-prima do teatro, que queremos falar. Acreditamos que o teatro tem um papel fundamental na criação de opiniões e consciência, e isso é possível se o público se reconhecer no que se passa em cena. E estas duas personagens são parte de nós, são família, são vizinhas.

 

Duas mulheres lutam contra o conformismo. Tipicamente portuguesas, nascidas sob o fatalismo que assombra esta cultura, representam duas realidades distintas: a da Mãe, que, em tempos, sonhou, e cuja vida oca está longe de se parecer com os artigos das revistas côr-de-rosa que ela lê e analisa; e a da Elizabeth, que arquitecta planos no seu quarto para poder evadir-se. Por um lado, o conformismo e a resignação, e pelo outro a esperança de uma existência melhor, longe, nas águas verdes do Pacífico. Enquanto a Mãe já não espera que nada mude, a Elizabeth traz em si um laivo de frescura que nos faz desejar que todos os seus projectos se concretizem.

Duas histórias humanas, reais, que se completam. Um retrato fiel de uma sociedade, de duas gerações. Uma luta contra o “deixar-se estar”, uma ode aos sonhos e à esperança. É a palavra das pessoas, a sua crueza, exposição e nudez, em toda a força e violência que o real impõe, que queremos partilhar.

 
De 9 a 21 de fevereiro / 4ª a sábado / 21h30 / Instituto Franco-Português

 
Ficha Artística:

 

Encenação: Luísa Ortigoso


Interpretação: Maria Eduarda Dias

 

Tradução e adaptação: Maria Eduarda Dias

 

Autores: Philippe Minyana e Nuno Gervásio

 

Desenho de Luz: Vasco Letria

 

Figurinos: Ana Brum

 

Produção: Royal Teatro Livre


 
Apoio Instituto Franco-Português, Centro Nacional de Cultura

 



publicado por Gervásio às 14:43 | link do post | comentar

1 comentário:
De Pedro a 8 de Fevereiro de 2010 às 06:17
Boas nuno

epá acabei de ler o teu livro da literatura very light e adorei. andei aqui a uns tempos a procura dos teus livros anteriores e não encontrei nenhum, principalmente o leituras de casa de banho. ainda se encontra a venda em algum sitio especial? eu sei que já foi editado a uns tempos, mais vale tarde que nunca e por isso gostava de ler, pois fiquei com a pulga atras da orelha depois de ler o "literatura".

Fiz o teste e sou um tarado sexual. já me cheirava... :D

Continuação de bom trabalho

Cumprimentos

Pedro Faria


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